
BONS AMIGOS, em tom de brincadeira, já “reclamaram” por ainda não terem “aparecido” no meu Blog... Então dedico esta a vocês, nossos BONS AMIGOS!
Na casa de um destes bons amigos estávamos a almoçar e num certo momento da refeição meu filho alcançou-me um copo com suco. Achei que era para eu prová-lo, mas não, era para eu ler o que estava escrito no copo... Lá estava a estampa a cima com o mesmo dizer. Fiquei contente e ao mesmo tempo orgulhoso pela percepção que ele tem das coisas e do momento que est(ou)amos vivendo.
“NOS ALTOS E BAIXOS DA VIDA” Por muitas vezes pessoas tem se achegado à secretaria das Comunidades onde trabalhei e, na sequência, ao meu gabinete pastoral e começado a “se justificar” por estarem ausentes das atividades comunitárias e cultos e atrasados com as contribuições... Busquei sempre ser acolhedor e inclusivo e minha frase tem sido mais ou menos esta: “- A vida é assim, cheia de altos e baixos! E tudo tem o seu tempo! A vida às vezes é como se estivéssemos numa montanha russa. Além dos altos e baixos... em alguns momentos ela nos deixa até de cabeça para baixo, mas nunca fora dos trilhos!” E se “é da vida” estes “altos e baixos”, então todos nós, em maior ou menor proporção, os vivemos. O mais importante é estarmos atentos a “como” os vivemos. E um grande diferencial é quando temos ao nosso lado ou na outra ponta da gangorra, BONS AMIGOS.
“BONS AMIGOS” Será que seria necessário o adjetivo “BONS” à frente de “AMIGOS”? Há quem defenda que amigos verdadeiros são sempre bons... e que não exista “maus amigos”... pois, se são maus, não são amigos. Preciso contrapor esta idéia e constatar que às vezes somos “maus amigos”. De uma ou de outra forma, na maioria delas involuntariamente, decepcionamos, magoamos, nos omitimos, mesmo sendo BONS AMIGOS. E quem sabe até haja também inimigos, que podemos adjetivá-los de bons e maus. Bons por que nos poupam de sofrimentos e perseguições ainda maiores e maus quando efetivamente tramam contra a gente. Na Bíblia encontramos menção a “boas cidades”(Dt 6.10), “boas terras”(Dt 8.12, Mc 4.8, Lc 8.8), “boa(s) palavra(s)”(Js 21.45, 23.14, 1 Rs 12.7, Pv 12.25, Hb 6.5); “bom caminho”(1 Rs 8.36, Jr 6.16); “boa inteligência”(Pv 13.15); “boa vontade”(Pv 14.9, 2 Co 8.12, 12.9, 12.15, Ef 6.7, 1 Pe 5.2); “bom nome”(Pv 22.1, Tg 2.17); “boas novas”(2 Rs 7.9, Pv 15.30, 25.25, Is 40.9, Na 1.15, Hb 4.2); “boa fama”(Ec 7.1, 2 Co 6.8, Fp 4.8); “boa(s) obra(s)”(Mt 5.16, At 9.36, 2 Co 9.8, Ef 2.10, Fp 1.6, 2 Ts 2.17, 1 Tm 5.25,Tt 1.6, 2.7, 3.8, 1 Pe 2.12); “boa(s) dádiva(s)”(Mt 7.11, Lc 11.13, Tg 1.17); “bons frutos”(Mt 7.17); “boas cousas”(Is 52.7, Jr 12.6, Mt 12.35,); “boa semente”(Mt 13.24 e 38, “bom tempo”(Mt 16.2); “boa ação”(Mt 26.10, 14.6); “bom mestre”(Mc 10.17, Lc 18.18); “bom tesouro”(Lc 6.45); “boa parte”(Lc 10.42); “bom vinho”(Jo 2.10); “bom pastor”(Jo 10.11); “boa reputação”(At 6.3); “bom testemunho”(At 16.2, 1 Tm 3.7, Hb 11.39); “bom ministro”(1 Tm 4.6); “bom combate”(1 Tm 6.12, 2 Tm 4.7); “bom soldado”(2 Tm 2.3); “boa consciência”(1 Pe 3.16), mas “BONS AMIGOS” não encontrei. Quem sabe seja mesmo redundante chamar os amigos de bons. Mas nunca é demais nos monitorarmos para não sermos “maus amigos”.
“SÃO SEMPRE PRESENTES DE DEUS” “Nunca diga nunca” diz o ditado. E melhor é também nunca dizer “SEMPRE”. Por que, por vezes, falhamos. Estes radicalismos de fidelidade valem e podem ser assumidos somente por Deus. De nossa parte são apenas desejos, votos, compromissos, desafios que, com fé e firmeza em Deus, até podemos cumpri-los, alcançá-los. Mas Deus NUNCA nos abandona. “A sua misericórdia/O seu amor dura para SEMPRE.” (Sl 100.5). Deus SEMPRE dá um jeito de nos presentear com “anjos sem asas” (como minha esposa muito bem gosta de definir AMIGOS). E se Ele nos presenteia com BONS AMIGOS, noutros momentos e circunstâncias, somos nós que Ele “empacota” e nos coloca nos braços, colo, ao lado ou na outra ponta da gangorra de alguém (ou de “alguéns”). Se “é da vida” os “altos e baixos”, “é da vida” também estarmos prontos e dispostos para nos colocar no outro lado da gangorra de alguém a qualquer momento, fazendo, como PRESENTES DE DEUS, o contraponto, o equilíbrio.
OBRIGADO, NOSSOS BONS AMIGOS, PELO DIFÍCIL, MAS, AO MESMO TEMPO, GOSTOSO BALANÇO QUE VOCÊS ESTAM VIVENDO COM A GENTE.